Não se deixe ir, é mero engano
O que se aproxima morre aos poucos
Segure minha mão, mas não parta comigo
O destino é nulo; coberto por breu.
Não ouça minha voz
Arranque-me o grito.
16/03/2012
13/03/2012
Um dia entre parênteses
(por trás do estranho silêncio de uma tarde de fevereiro há a música agitada pairando no ar: quase bossa nova de outros tempos. basta rasgar um pouquinho o tênue tecido que separa os dias para que se possa enxergar as cores de 1923. eu sei que nossos segredos se dispersaram pelo tempo. até mesmo a quietude é como uma fina crosta de poeira que me cobre os órgãos. quero penetrar cada detalhe desse universo, descobrir os doces séculos que se escondem por trás de um muro velho ou na sombra dos gerânios).
Sobre a inquietação
Dizem que a morte é a mais irreversível das esperas
Mas o que perdura na onírica superfície de meus dias
É o inquieto aguardar pela vida:
o arroxeado dos dedos (de um recém nascido)
o choro condenado (de quem prova a existência)
um parto silencioso (que não me arranque a voz).
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