De nosso silêncio
Um dia nascerão majestosas sinfonias
A ressoar sobre a grama verde, circundando suntuosas lápides
E pálidas madames vestidas em negro.
Sob a voz e o crocitar
Renasceremos como dois iguais;
Ainda no corpo o aroma das rosas
E pétalas secas na garganta entaladas.
Um dia
Falarão de nós
Em salas frias; na autópsia, a sentença desconhecida
Enquanto no tempo nos dispersamos
Como corvos de seda.
(Da sinfonia que antes fomos
Eu sei
Eu sei
Agora renasce majestoso silêncio)