11/06/2014

A. (ou Rosas no magma)


amor, não se aflija 
desde sempre 
ando inventando histórias 
e plantando rosas no magma.
arremessando-me aos vazios 
e alimentando-me 
de inexistências floreadas.
inviolavelmente vil, inegavelmente
tolo, desde sempre estou amando
o que não me convém.
portanto não se agrida, não me atente
dê um riso descontente 
se for o que te alivia.
tudo em mim transpira
irreversibilidade
primaveras nascem de cada olhar
d'outro verso, a eternidade.
tudo o que o compõem é minha totalidade
não existe único, não é o primeiro 
se haverá último
não se sabe.
a realidade dos sentidos
e a fidelidade dos rostos
se desfazem
o que importa é o resquício
que mantenha
a velha chama. 

05/06/2014

Interlúdio II


este momento é vivido aqui e além.
um vão meandrante me leva ao fim

todos os atos são fatos incertos
calcados em mim.