amor, não se aflija
desde sempre
e plantando rosas no magma.
arremessando-me aos vazios
e alimentando-me
de inexistências floreadas.
e alimentando-me
de inexistências floreadas.
inviolavelmente vil, inegavelmente
tolo, desde sempre estou amando
o que não me convém.
o que não me convém.
portanto não se agrida, não me atente
dê um riso descontente
se for o que te alivia.
se for o que te alivia.
tudo em mim transpira
irreversibilidade
primaveras nascem de cada olhar
primaveras nascem de cada olhar
d'outro verso, a eternidade.
tudo o que o compõem é minha totalidade
não existe único, não é o primeiro
se haverá último
não se sabe.
não se sabe.
a realidade dos sentidos
e a fidelidade dos rostos
se desfazem
se desfazem
o que importa é o resquício
que mantenha
a velha chama.