o sagrado da carne
é coisa que não se pondera:
há de se seguir
sem desdizer, sem desatar.
há de se seguir
sem desdizer, sem desatar.
estar e não fugir
seguir calado o instinto
assim persistir
urutau planando baixo.
sob as asas, delírios insensatos
para que não te desarmem
para que não cresçam vastos.
desta vez
sei do tempo e da coragem
e nada há que me extravie
do caminho a ser seguido
traçado sobre tua carne.