é assim, senhor, mas ninguém há de compreender
por trás do silêncio; dos olhos pequenos
brilhantes, infantes, sorridentes pupilas
só existem incansáveis gritos que me cortam
[agudos
como lâminas atravessando a seda da mais delicada
é assim, senhor, mas quem é que entende?
e, me diga, por que é que entenderiam?
cada um desses gritos clamando por fuga
me matam pouco a pouco, dia após dia
da funérea mortalha que cobre minh'alma
já não adianta clamar por justiça
a voz não chega à minha própria superfície
percorrendo a profundeza de dócil escuridão
padece sem força na garganta
espreita por trás dos molares
quem há de ouvir a súplica do silêncio contido e enxuto
senão a branca imensidão do papel surrado?
quem há de me olhar tempo o bastante para enxergar-me
pouco a pouco, gradual e todo errado?
Lindoooo...de uma clareza e sensibilidade que
ResponderExcluircomovem...
Bonito.
ResponderExcluirAdna - que legal ter uma leitora nova por aqui, gente! :D E obrigado!
ResponderExcluirJoão - Valeu, Jow!