na sala vazia
as vozes que sussurram
verdades antigas.
os cílios pesam
desfazem-se os ossos
feitos de poeira
todos os órgãos.
sou-me inteiro?
se por cima da ferida há um pano
bonito e opaco
e por baixo do véu
cada verme que me corrói
cada mão escura que me empurra
para o breu do silêncio.
e por baixo do véu
cada verme que me corrói
cada mão escura que me empurra
para o breu do silêncio.
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