Que
me percorra o corpo com os lábios
Jovens
e virginais
Rosados
Carregando
o antigo peso Dela
No
movimento circular da língua.
A
sabedoria dos olhos
Eclipsada
pelo verde ametista.
A
alma antiga e secular
Presa
no corpo de menina.
Deixe
que minhas mãos acariciem e tomem
Os
seios pequenos ainda em formação
Não
mais que duas flores sedosas
Rosadas
Cheirosas
E
sinta o mesmo calor de antes.
Ela
voltou no tom vermelho dos cabelos
Escondida nos cachos
Entre
os poros de mármore da pele.
Vejo,
por trás desses treze anos, treze a mais
E
por trás do sexo juvenil a mesma libido
[de
quinze anos atrás.