Oculta entre os três ponteiros do
relógio.
O oco minuto em que as cortinas se
fecham
E as sombras escorrem
De um silencioso crepúsculo.
A existência estará encarcerada
Na hora do lobo
Onde o grito corta a noite
Em
plenilúnio
E cada dia bonito
Coberto pela
fina poeira
Que me veste os olhos.
Vejo, em meus sonhos, as ondas negras
Ricocheteando o céu
O homem vestido de corvo
O homem vestido de corvo
E minha fuga silenciosa
Entre a vermelha espuma do mar.
Sei que um dia eles irão me alcançar
Os braços pálidos e dedos frios
Sussurros cálidos
Arrastando-me em silêncio
À mesa fria
Onde irão me devorar.
Onde irão me devorar.