08/08/2012

A via da morte

I

Quem é ela 
Que me escala o corpo 
Com unhas afiadas
E me escancara o peito 
Só para lamber 
A veia viçosa
Desse coração delgado?


II

A tua carcaça continua amarrada ao meu tornozelo 
(Nem o vento do meio-dia espanta o cheiro de morte desse lugar)




III

                                     É esse o nosso destino inevitável?
Osso por osso
Pele por pele
A carne alojada 
Entre os dentes da fera.
Verme que percorre 
A via frágil do corpo
Quando o corpo é pouco menos
Que pele por pele
Osso por osso





4 comentários:

  1. Sempre penso nos seus textos como a narração de um filme. Esse é meio Sweeney Todd. :3

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  2. Sério, Yanna? Que interessante, haha. E ser relacionado a Sweeney é algo bom, eu acho, então obrigado. :3

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