14/03/2013

Excertos


[os demônios que enfrento
sozinho
morrem sob o palato dos dias;
entretanto, escuridão
e não há quem diga
que entre o dobrar dos sinos
e o cumprimento 
na portaria
morri cem vezes.]

[a palavra sedimenta em mim:
silêncio.
já não há mão que trinque.]

[e se o sol nasce e a lua cala e as nuvens evanescem 
é sinal de novo dia?]

[a Esperança pousa na mão
áspera, verde como folha.
depois de um dia, esmagada;
a seiva escorre
entre os dedos.
o que sobra é a carcaça
largada na terra.]

[deixem aqui uma primazia
uma palavra bonita
a esse pobre diabo!
que vos observa com olhos baixos
preparado pra queda final.]