23/11/2013

Maués


do sorriso fez-se vasta a tortuosa estrada
embotados olhos de amor e pejo
como se para nunca mais 
meus braços desatentos
escorregam nas tuas curvas gastas.
ah! vai agora acalentar meu pranto
desfazer-se em tantos
afundar os pés 
no negro espelho;
e polir janelas, e soprar as flores
e deitar em meio 
às vitórias-régias
na pulsante relva
da minha antiga terra
de gorjeios tantos.
pois hei de voltar
um dia encostar o alento
e bradar o canto.
em indelével calor 
que perpassa a espinha
os rubros lábios beijar
- sabor dos ventos! - 
no toque escaldante 
romper
a delicadeza dos banzeiros.
pois: vejo imponentes pequiás 
negras mariposas e
pétalas selvagens 
bailando e se fundindo
em verdejante mixórdia.
[e, além, ainda a cintilar
os olhos de viço 
daquele lugar
onde um dia descansei a cabeça
e sonhei com suntuosas
majestosas
babilônicas terras].