08/02/2012

Inconcluso

É sabido que o agora só se digere com o depois
Hei de esperar, portanto, que daqui a algum tempo
as coisas façam sentido?
Mesmo que a pressa me impeça
de não querer tudo agora?
Mão por mão, palmo por palmo...
O que me diz que sobreviverei 
Para olhar ao que já se foi?
O que me dá a certeza
De que minha própria existência
Envelhecerá de forma boa em mim?
Não espero que entenda
Mas a vida não me habita e sim me hospeda
Deixando portas abertas, para ir e vir
Mesmo que já não exista coragem de partir. 
As coisas são assim, eu sei: 
Pode não haver a ousadia do abandono
Mas há sempre o desejo 
E o desejo é como veneno à alma
Os detalhes se tornam mais azedos
A vida estraga um pouco, para ser honesto
A existência mofa...

Um comentário:

  1. Gente, gostei muito. Uma das melhores coisas suas que já li. VDD E enfim... As always, lembrei de uma coisa quando tava lendo e dessa vez foi: a Moira, de AHS. RSSSSS

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