Teus olhos primaveris delatam a doçura que não
foi ensinada; transbordam o delicado dom de existir. Devo invejar teus passos firmes e tenras palavras? Há sempre a
resistência para não desmanchar dentro desse abraço tão seguro que até recoloca a alma nos esquálidos eixos; há sempre um olhar
esganiçado que tenta apreender os teus mais seguros atos - em
meu corpo, a mais desastrada imitação. Quantas dores nos separam
através das frias conversas da rotina? Quantos universos se comprimem, leitosos
e esfumaçados, entre um e outro "bom dia"?