Invólucros
Nesses corpos mundanos
Meus olhos descansam
Perfuram e alcançam
A nódoa que pulsa;
Sob os tecidos
Grossos ou finos
A nudez lateja
Se encerrando em si.
Sugo dos corpos
Veias e fibras
Lendas, mentiras
Mãos que acalentam.
E desses corpos
Malditos
Profanos
Não há toque que me desfaça
Mão que liberte
Represas e rimas.
Meu corpo se fecha
Meus olhos se abrem
Sou pura sombra
Profundo desejo
Da alma que fala
Da carne que pulsa
Do sangue que escorre.
[De tudo que nasce
da nossa
nudez].
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